Pobre Little Albert
- Maio 14th, 2012
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Nada como a arte para tornar uma disputa saudável divertida:
O texto abaixo foi extraído do blog movieyou.com.br que infelizmente não está mais disponível e é de autoria de Mariana Bonfim. Já assisti a maioria, realmente muito bons!
Ao fazer um apanhado comparativo entre as animações ocidentais, de gigantes como a Pixar ou a DreamWorks, com os Animês da milenar cultura oriental, é possível destacar muitas diferenças. No ocidente os desenhos animados ainda são renegados ao campo do infantil ou do humor adulto leve, enquanto que no oriente os Animês podem abarcar todos os gêneros de histórias, sejam elas de ação, erotismo, ficção científica ou o que mais a imaginação permitir. A agilidade na direção de arte e a ousadia nos enquadramentos também são um diferencial que cada vez mais os ocidentais estão aprendendo a fazer baseados nos irmãos da terra do sol nascente. Mais do que ícones de influencia pop, os longas de animê japoneses conquistaram a cultura universal, sendo alguns deles elevados a categoria de clássicos do cinema. Abaixo alguns dos principais destaques do gênero:
“Akira” (1988)
Conta a história de Shotaro Kaneda, membro de uma gangue de motociclistas, cujo melhor amigo, Tetsuo, se envolve em um projeto militar conhecido como Akira. O filme é todo ambientado em uma Tóquio futurista, reconstruída depois do fim da III Guerra Mundial. Com visual cyberpunk, Akira é ainda hoje a grande referência em animês para a cultura pop ocidental.
“O Fantasma do Futuro” (1995)
Uma das principais inspirações para os irmãos Wachovski conceberem a trilogia “Matrix” (1999), que vão desde elementos como a abertura com letras verdes computadorizadas caindo pela tela até o implante na nuca. Ambientado em 2029, apresenta uma sociedade que está totalmente familiarizada com a Inteligência Artificial e a presença de computadores no dia a dia. A trama é focada na chamada Seção 9, um órgão policial especializados em crimes cometidos com o uso de avançada tecnologia.
“Cowboy Bebop – O Filme” (2001)
Oriundo da série de TV de mesmo nome, apresenta trilha sonora regada à jazz no estilo bebop, além de outros estilos musicais norte americanos como o rock e o folk. Mistura a ambientação futurista com caçadores de recompensas que se comportam como cowboys de filmes de western. Há ainda uma homenagem ao Brasil com três personagens coadjuvantes que se chamam, respectivamente, Antônio, Carlos e Jobim.
“A Viagem de Chihiro” (2001)
No Oscar de 2003 este longa japonês derrotou os americanos “A Era do Gelo”, “Lilo & Stitch”, “Spirit- O Corcel Indomável” e “Planeta do Tesouro”, faturando a estatueta de melhor animação. Com roteiro que lembra muito “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, mostra as aventuras da garotinha Chihiro em um mundo de fantasia. Durante uma viagem, seus pais são transformados em porcos e ela é obrigada a trabalhar em uma casa de banho que atende todos os deuses e espíritos orientais enquanto não descobre uma forma de quebrar o feitiço e libertar sua família. O diretor Hayao Miyazaki também dirigiu os sucessos “O Castelo Animado” (2004) e “Ponyo on the Cliff by the Sea” (2008).
“Animatrix” (2003)
Obra composta por nove curta-metragens sobre o universo em que se ambienta a trilogia “Matrix”: “O Vôo Final de Osíris”, “O Segundo Renascer” (Parte I e II), “Era uma Vez um Garoto”, “Um Coração de Soldado”, “O Recorde Mundial”, “Além da Realidade”, “Uma História de Detetive” e “O Robô Sensível”.
Final Fantasy VII: Advent Children” (2005)
Baseado no game para Playstation de mesmo nome, apresenta uma trama alguns anos à frente do que é mostrado ao final do jogo, utilizando os mesmos personagens deste. O filme é ambientado em um mundo abaladopor uma grave doença que ameaça toda a humanidade e está se espalhando rapidamente.
Sério, eu já bebi desta água e espero, do fundo do coração, nunca mais precisar.
Quem vive no exterior caminha num espaço vazio acima do solo sem a rede de proteção que o país de origem estende a todo ser humano, onde ele tem família, colegas, amigos, e onde é compreendido sem dificuldade no idioma que sabe falar desde a infância.
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
De Clarice Lispector!
10054 an existing connection was forcibly closed by the remote host é o erro da vez, toda vez que eu tentava sincronizar o dispositivo ele congelava e fechava o iTunes. Eu simplesmente reinstalei o brinquedo por causa disto só para descobrir que não tem nada a ver com ele. O problema por incrível que pareça era o QuickTime. Por alguma razão que só froid explica quando o atualizador automático da Apple atualizou o iTunes e o QuickTime fez alguma zica e parou tudo, e nem adianta reinstalar, não funciona.
Para resolver é preciso remover o QuickTime (o iTunes tem que ficar instalado), reiniciar a máquina e instalar o QuickTime novamente. Eu queria ficar sem ele, mas o iTunes não deixa.
Como eu soube que o problema é o QuickTIme? O nosso amigo o Event Viewer:
- EventData
iTunes.exe
10.4.1.10
QuickTime.qts
7.70.80.34
C:\Program Files (x86)\iTunes\iTunes.exe
C:\Program Files (x86)\QuickTime\QTSystem\QuickTime.qts
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita – MENTIRA!
Eduardo Alves da Costa